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E depois?

Por Macarronzinho#2928 09 Maio 2016 - 16:18:10

E depois de alcançar seus objetivos?
E depois de ter todas as conquistas?
E quando o grande "nada pra fazer" que se tem num RPG completo se reflete na sua vida?

E depois?

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Olha, para um grande apreciador da matemática, nunca se acabam as conquistas e objetivos, o tédio nunca chega a me abalar, pois sempre tenho algum problema de cunho interessante pra fazer, e isso nunca acaba

Se existir uma instância de vida após a morte, espero que eu pudesse me dedicar a continuar o estudo da matemática e manter contato com amigos e quem sabe até mesmo sábios da antiguidade? XD

Olha, para um grande apreciador da matemática, nunca se acabam as conquistas e objetivos, o tédio nunca chega a me abalar, pois sempre tenho algum problema de cunho interessante pra fazer, e isso nunca acaba

Se existir uma instância de vida após a morte, espero que eu pudesse me dedicar a continuar o estudo da matemática e manter contato com amigos e quem sabe até mesmo sábios da antiguidade? XD

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É isso que me desanimou no dofus quando peguei 199.

Já jogaram path of exile ( parente do diablo) ? Tu pega level alto, mas o jogo se resume a matar mobs pra sempre e se divertir dropando coisas. Não tem quests, mas... é divertido ver sua build funcionar e matar os bixos. E os drops emocionantes. Já falei dos drops?

Mas então, não há algo bem assim na vida, legal, não é mesmo?

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Que bom que o tédio não te alcança, isso pode render uma vida interessante de um monte de trabalho que no fim não vai servir de nada.

Brincadeira. Vai servir em todos os sentidos, foi realmente uma brincadeira.

Cotiz, existe. Nos somos cheios de vontades e ganância, sempre queremos alguma coisa, e quando atingimos, queremos outra coisa, ou queremos mais.

Por isso eu não acho difícil de ver o motivo das pessoas não entenderem esse tipo de coisa. Não da pra se imaginar "não querendo" algo.

Mas e depois que temos o que quisemos, ficamos buscando coisas menores e inúteis pro resto da vida? Ficamos insistindo no que não vai nos beneficiar em nada? (Como os Trilionários que jamais vão conseguir "gastar" todo o dinheiro que acumularam, mas se arriscam em roubar)

E se você é uma pessoa rica, tem dinheiro, faz o que quer, trabalha com o que quer, tem o que quer e sabe que as chances de perder isso são mínimas. Quanto tempo será que isso te mantém feliz? E depois?

E se você foi uma pessoa pobre, mas conseguiu seu lar, família, saúde, lazer e futuro pros seus filhos. Hobbies? Passa-tempos?

O simples fato de estar vivo as vezes é o desafio E a recompensa, pouca gente tem esse "defeito" de "enxergar" essa questão. Não precisamos dela afinal, eu acho.

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Não serve de nada para ser direto. Ano passado eu parei de jogar jogos, fiquei o ano inteiro praticamente estudando inglês, se eu apareci aqui foi em forum vez ou outra ou logar para dizer olá, em seis meses mais ou menos eu tava pegando uns livros para ler já, esse ano ou talvez no ano que vem eu pretendo começar a estudar japonês no mesmo esquema, estudar línguas é mais interessante do que jogar pois posso aprender acessando o conteúdo que eu quero, se eu quiser aprender jogando Dofus ta valento também.

Penso que se for para jogar algo tem que ter uma utilidade para a vida isso, atualmente eu jogo em um servidor americano de world of warcraft e é um server Role play lá posso me inteirar em conversas com o pessoal nativo, participo de raidcall com guild, faço conteúdo de raid em grupo é muitíssimo útil para melhorar nosso vocabulário.


Sobre terminar o conteúdo
eu duvido que alguém consiga realizar todos objetivos, ainda que o cara tenha todas conquistas ele não tem todos itens, ainda que o cara tem todos os itens ele tem coisas para fazer, conquistar território, upar uma outra conta, outra classe, juntar kamas, upar e vender personagem...

Não existe fim em rpg online, se a pessoa quer fim tem que jogar offline.

Esses dias mesmo eu estava questionando no forum do wow um pessoal que estava reclamando sobre a falta de conteúdo após o término da expansão e eu os questionei como é que eles alegam falta de conteúdo tendo 30 ou 50% das conquistas apenas?

Coisa para fazer não falta o que falta é conteúdo que dê vontade de fazer na maioria das vezes. Pessoalmente não gosto do Dofus atual justamente por essa evolução, eu sempre quis jogar no heratz por saber qual é o fim do jogo, qual o objetivo final, pegar 200, conseguir dropar os dofus, magear itens e ficar full e partir para o pvp, isso não existe no dofus atual, vai ficar esse continuo eterno.

Eu sempre achei curioso as empresas criarem novos conteúdos e as pessoas reclamando por falta do que fazer pois afinal faria sentido se de fato as pessoas tivessem terminado o conteúdo todo então a empresa necessitaria de lançar algo novo mas não é isso que acontece, o que acontece é que 5% dos players terminam todo o jogo e 95% esta quando muito na metade e já lança um patch cheio de coisas impossíveis para fazer.

Não sei bem qual é a lógica dos jogos virtuais, atualmente jogando wow as vezes parece impossível conseguir sequer 80% das conquistas, sofro muito atrás de uma e quando muito faço uma por dia e eu fico pensando... 365 dias no ano, 365 conquistas anuais, tenho 8000 e pouco tem pessoas que tem 20000.... céus... vou levar a vida inteira para chegar lá, nessas horas que eu repenso sobre meus objetivos e migro para server roleplay para interagir ignorando objetivos.
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Macarronzinho|2016-05-10 03:21:50
Que bom que o tédio não te alcança, isso pode render uma vida interessante de um monte de trabalho que no fim não vai servir de nada.

Brincadeira. Vai servir em todos os sentidos, foi realmente uma brincadeira.
Eu não vejo como trabalho que não vai servir de nada, me parece mais uma forma de lazer em que você exercita sua mente querendo encontrar os resultados certos, e cada erro é um novo aprendizado, pois você vê o que errou e assim vai evoluindo, eu realmente acho muito interessante xD
Embora eu não tenha estudado muita matemática ultimamente por estar necessitando estudar outras matérias para o ITA, eu realmentr aprecio demais o tempo que levo quando estou estudando essa matéria xD
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SimonPetrikov|2016-05-10 00:33:36
Olha, para um grande apreciador da matemática, nunca se acabam as conquistas e objetivos, o tédio nunca chega a me abalar, pois sempre tenho algum problema de cunho interessante pra fazer, e isso nunca acaba

Se existir uma instância de vida após a morte, espero que eu pudesse me dedicar a continuar o estudo da matemática e manter contato com amigos e quem sabe até mesmo sábios da antiguidade? XD

Olha, para um grande apreciador da matemática, nunca se acabam as conquistas e objetivos, o tédio nunca chega a me abalar, pois sempre tenho algum problema de cunho interessante pra fazer, e isso nunca acaba

Se existir uma instância de vida após a morte, espero que eu pudesse me dedicar a continuar o estudo da matemática e manter contato com amigos e quem sabe até mesmo sábios da antiguidade? XD
Seria muito interessante e embora eu não goste de positivismo eu acho que é possível.

Quando não se sabe a origem de toda essa loucura que é a vida, todas as hipóteses estão valendo, eu pessoalmente ainda considero a matrix como uma possibilidade.

Certa vez eu pensei em uma história... Não vou me estender muito dessa vez.

Eu pensei caso em realidade nós somos uma espécie perfeita, imortal, bela e consciente de tudo. E por sermos perfeitos o mundo não tinha graça para nós, não podíamos despertar emoções, nada surpreendia, nada era esperado pois já se sabia, não existia o medo pois tudo era eterno, não havia riscos nem variáveis sem já terem sido calculados a perfeição, qual é objetivo de existir então? Somos como deuses conhecedores do bem e do mal e temos domínio sobre essas forças somos eternos, vimos toda a história acontecer e sabemos o que esta por vir.

Qual seria a diversão de uma raça perfeita? A diversão de uma raça perfeita seria sentir a imperfeição, da mesma forma que nós nos divertimos mexendo com nossos sentimentos como entrar em uma montanha russa afim de sentir medo, como rever alguém ou algo afim de sentir nostalgia, uma raça perfeita incapaz desses sentimentos de mortais imperfeitos ela teria que buscar isso em algum lugar e ela o encontra em uma realidade virtual.

Essa raça afim de achar propósito entra em uma realidade virtual onde por um momento que dura uma vida humana inteira ela esquece quem ela é, esquece sobre suas verdades e passa a viver em um mundo regrado por regras aleatórias projetadas pelo sistema, esse mundo em que esse ser em especial está se chama terra, um planeta cheio de água por curiosidade em um universo sem explicação alguma e regado de sentimentos e mistérios. Durante toda uma vida esse ser perfeito vive a imperfeição para poder ter o luxo de sentir o que chamamos na terra se sentimentos, durante esses breves anos de vida em que ele sofre, ama, se diverte ele vive buscando um suposto propósito para essa existência sem saber que é justamente a falta de propósito nessa existência é que gera o propósito.

Pois já sabiam nossos amigos dessa raça perfeita que saber de tudo e viver para sempre torna a existência um tédio constante e despropositado, não existe a emoção da casualidade, não existem surpresas, não existem finitude nem amor, como posso eu amar aquilo que eu defino? Eu amo aquilo que não posso compreender é aquele sentimento abstrato do não saber por isso esses seres dessa raça se jogam em uma realidade virtual imperfeita afim de sentir por breves mementos o propósito que é gerado pelo ciclo da vida que diferente de seguir em linha reta, toma na verdade caminhos loucos e sem sentido e por isso é uma aventura constante.

Imagine você ao despertar desse sonho ou pesadelo que é a vida mortal na terra, e toda a verdade voltar a ti, você respirar fundo se é que essa raça respira e sentir em um breve segundo entre o despertar a emoção do saber que tanto você buscou nessa realidade virtual e através disso conseguir conviver com essa realidade fatídica que você é imortal e tudo sabe porém existe um mundo imperfeito que nos causa medo por ai nos esperando e se um dia a perfeição não for mais suportável nos jogaremos novamente nessa realidade virtual para que os nossos corações de diamante passem a bater mortalmente em um ritmo variado e finito, pois isso é viver.

Essa é uma ideia que tenho um carinho pessoal e pretendo escrever algo sobre isso, algo bem complexo e extenso só não arranjei tempo ainda.
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Parece uma ideia bem interessante e realmente faz bastante sentido pra mim, eu sinceramente não gostaria de ser "algo perfeito e onisciente", isso tiraria a graça das descobertas que faço dia a dia estudando, além que saber literalmente como fazer tudo seria um porre, com certeza eu adentraria nesse mundo virtual (quem sabe que não é o que ocorre agora? É uma teoria possível xD)

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Existe uma quantidade de coisas que te interessam.

Geralmente, as coisas que te chamam atenção podem ser contadas nos dedos das mãos, ainda mais se você junta por categoria.

Você pode nunca completar tudo, mas pode, facilmente, completar tudo o que te interessa. (já que você comparou com "completar todas as conquistas")

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No caso da matemática, você estuda, estuda, se esforça, estuda mais um pouco, morre e ainda tem coisa doida pra estudar AHAUAHSUAHSUAHSUSSHAHAUAHAUSH

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SimonPetrikov|2016-05-14 17:38:49
No caso da matemática, você estuda, estuda, se esforça, estuda mais um pouco, morre e ainda tem coisa doida pra estudar AHAUAHSUAHSUAHSUSSHAHAUAHAUSH
Eu acredito que tudo.

Inglês, já ouvi falar que tem 1 milhão de palavras em média, todo ano ou dia surgem novas, entre um milhão de palavras deve ter mais alguns milhões de construções possíveis.

Não fosse isso tem mais milhões de formas de se usar a língua, cada região tem uma forma específica, cada pessoa tem sua personalidade ao usar a língua.

Segundo pesquisas existem 6 912 línguas vivas nos dias de hoje e fora mais centenas que não são mais usadas, algumas desconhecidas, outras em que se pode estudar ainda como os Hieróglifos do Egito.

É por isso que eu me revolto com a mortalidade, quero o infinito do conhecimento, nem que fosse no inferno lá eu fazia uns livros de diamante para o fogo não estragar, tempo era o que não faltava, o chicote do osamodas nós nos acostumamos com o tempo.
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Imortalidade, só se for depois da morte, não gostaria de ser imortal por aqui, não aguentaria a dor de perder amigos que formo, mesmo que seja algo que pode acontecer a qualquer momento, é horrível pensar que acabo vendo a morte de todos ao meu redor, imagino como é triste a vida do Doctor de Doctor Who, não duvido que as viagens dele com algumas pessoas sejam exatamente para o esquecimento desse tipo de coisa, embora seja um ciclo vicioso no final das contas

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SimonPetrikov|2016-05-14 21:24:00
Imortalidade, só se for depois da morte, não gostaria de ser imortal por aqui, não aguentaria a dor de perder amigos que formo, mesmo que seja algo que pode acontecer a qualquer momento, é horrível pensar que acabo vendo a morte de todos ao meu redor, imagino como é triste a vida do Doctor de Doctor Who, não duvido que as viagens dele com algumas pessoas sejam exatamente para o esquecimento desse tipo de coisa, embora seja um ciclo vicioso no final das contas
Já vi alguns personagens dos quais não lembro o nome que eram imortais e descrevem esse mesmo problema.

Tem um na liga da justiça ele é um vilão o Vendal Savage, se tornou imortal por causa de um tal meteoro com propriedades mágicas, ele é vivo desde os primeiros homo sapiens sapiens.

Tem um episódio não tenho certeza se é ele, só que ele destrói o mundo e passa a viver sozinho no planeta terra, passou centenas de anos produzindo alimentos, tecnologias, fez até um foguete e o fez sozinho.

Daí ele fica entediado e vê que aquilo ali era o pior sofrimento possível e arranja uma forma de trazer o super man do passado para o futuro e pede para ele o impedir de destruir o mundo no passado.

Eu pessoalmente não vejo dessa forma, eu vejo um ser imortal como um sentido na existência pois ao contrário de a história se perder ele seria capaz de carregar no eterno presente essa história, imagine-se como um deus, vivendo em uma biblioteca de infinitas proporções dos quais todos os livros fora você mesmo que escreveu e descreve todo o curso da história humana. O deus imortal do conhecimento, acho fascinante a ideia.

Pois veja bem, não existem garantias de continuidade na existência desse mundo, então se simplesmente acabar, quem foi Alexandre o Grande? Não importa se o cara conquistou a babilônia, não importa suas batalhas épicas na índia o fato é que sem alguém para armazenar a história ele simplesmente não existiu.

É nesse ponto que costuma entrar deus, o deus é criado como que para fundamentar o propósito da vida, pois se a história simplesmente desaparece não existe sentido em existir.

É claro que falo tudo isso desconsiderando as possibilidades que já discutimos como matrix, paraíso etc, estou apenas considerando a falta de evidências.
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E a responsabilidade disso? E a pressão? Será que é possível armazenar conhecimento de uma eternidade? Informações de uma vida já é demais pra se lembrar de tudo.

Sempre chega uma hora que você tem que admitir que nada disso ou daquilo faz sentido ou tem propósito. Que tudo é só um monte de massa e energia distribuídas caoticamente se fundindo pra lá e pra cá. Quanto mais conhecimento ele adquirisse, maior seria a insignificância de tudo a sua volta.

Pra alguém que vai morrer daqui a 1 hora, 1 dia, 1 ano, 1 centena de anos... Não faz muita diferença.

E pra quem vai ver o virar de Éons?

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Macarronzinho|2016-05-18 19:04:32
E a responsabilidade disso? E a pressão? Será que é possível armazenar conhecimento de uma eternidade? Informações de uma vida já é demais pra se lembrar de tudo.

Sempre chega uma hora que você tem que admitir que nada disso ou daquilo faz sentido ou tem propósito. Que tudo é só um monte de massa e energia distribuídas caoticamente se fundindo pra lá e pra cá. Quanto mais conhecimento ele adquirisse, maior seria a insignificância de tudo a sua volta.

Pra alguém que vai morrer daqui a 1 hora, 1 dia, 1 ano, 1 centena de anos... Não faz muita diferença.

E pra quem vai ver o virar de Éons?
Responsabilidade, pressão, sentido, esses são argumentos mortais, os imortais desconhecem isso.

O cara que é imortal não tem pressa, não tem apego com nada, não tem compromisso com ninguém e não precisa de sentido pois ele é um eterno presente.

O sentido só é requirido caso exista término, um eterno presente é perfeito não precisa de justificativa.

No nossa caso não podemos pensar, bom, posso descobrir a verdade amanhã ou depois, no nosso caso o tempo é limitado e existe um desespero pelo saber.

Quando se é eterno pode-se organizar grãos de areia sem se preocupar com a dimensão da praia.

Pode ser que a ciência descubra a verdade daqui a 1000 anos e eu não vou estar lá para ver logo no momento presente não existe sentido a minha existência, por isso mortalidade é um saco... Quero ser um deus! Muahahahaha
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E depois?

Você fala de uma máquina, sem apego, sem gosto, sem personalidade. É isso que estamos discutindo? Até porque, coisas que armazenam informações são feitas por nós com um objetivo, independente da durabilidade. Ainda não é o que você citou.

Aliás, isso que você e nosso amigo da matemática tem um é gosto absurdo pelo saber, que muita pouca gente, se comparado à massa, tem. As possibilidades do "ser imortal" não ligar pra isso são altas, visto que isso também é uma característica humana e mortal.

Mortalidade é um saco? Cara, você não é normal.

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Você tem que entender que ser imortal não significa ser um morto-vivo com a carne apodrecendo sendo comida por vermes enquanto a alma continua intacta.

As variáveis biológicas não existiriam em um ser imortal é o mesmo que esperar sentimentos em deus.

O ato de armazenar informações é ilusório pois não se tem garantia de continuidade. Para que você tira fotos? Suponha o fim do mundo, qual o significado da informação com o fim do mundo, nenhum significado. Sem continuidade não existe sentido é só um flash momentâneo, toda fé em algo além da vida é uma necessidade psicológica de propósito pois se é finito não existe propósito.

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Por experiência própria, eu posso dizer o que vem depois de se ter tudo o que quer na vida real (ou pelo menos dizer o que aconteceu comigo).

Não que eu tenha conseguido todas as coisas que alguém normal gostaria, na verdade eu sempre tive pouquíssimo interesse em tudo, raramente eu queria realmente algo.
Então, quando você já tem tudo o que quer, te resta aproveitar essas coisas e quando enjoar delas... chega o vazio, não sente alegria, não sente tristeza, raiva ou calma, só o vazio, e ele não é bom nem ruim, não te faz sofrer nem se alegrar.

Hoje eu não vivo mais assim, comecei a me interessar pelas coisas e a vida tem ficado mais interessante

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mutanteallan|2016-05-18 19:35:52
Macarronzinho|2016-05-18 19:04:32
E a responsabilidade disso? E a pressão? Será que é possível armazenar conhecimento de uma eternidade? Informações de uma vida já é demais pra se lembrar de tudo.

Sempre chega uma hora que você tem que admitir que nada disso ou daquilo faz sentido ou tem propósito. Que tudo é só um monte de massa e energia distribuídas caoticamente se fundindo pra lá e pra cá. Quanto mais conhecimento ele adquirisse, maior seria a insignificância de tudo a sua volta.

Pra alguém que vai morrer daqui a 1 hora, 1 dia, 1 ano, 1 centena de anos... Não faz muita diferença.

E pra quem vai ver o virar de Éons?
Responsabilidade, pressão, sentido, esses são argumentos mortais, os imortais desconhecem isso.

O cara que é imortal não tem pressa, não tem apego com nada, não tem compromisso com ninguém e não precisa de sentido pois ele é um eterno presente.

O sentido só é requirido caso exista término, um eterno presente é perfeito não precisa de justificativa.

No nossa caso não podemos pensar, bom, posso descobrir a verdade amanhã ou depois, no nosso caso o tempo é limitado e existe um desespero pelo saber.

Quando se é eterno pode-se organizar grãos de areia sem se preocupar com a dimensão da praia.

Pode ser que a ciência descubra a verdade daqui a 1000 anos e eu não vou estar lá para ver logo no momento presente não existe sentido a minha existência, por isso mortalidade é um saco... Quero ser um deus! Muahahahaha
Eu concordo até o ponto que o ser imortal venha a interagir com alguém, se ele começar a se envolver com esse alguém (ou quem sabe, com uma coisa?), isso poderia ser um problema, pois sinto que possa ser algo análogo ao caso do Doctor, em que ele passa tempo com alguém, mas por algum motivo tem de se separar daquela pessoa, ele tende a sofrer bastante devido àquilo e por vezes chega a se tornar mais frio...

Macarronzinho|2016-05-18 21:28:34
Aliás, isso que você e nosso amigo da matemática tem um é gosto absurdo pelo saber, que muita pouca gente, se comparado à massa, tem. As possibilidades do "ser imortal" não ligar pra isso são altas, visto que isso também é uma característica humana e mortal.

Mortalidade é um saco? Cara, você não é normal.
Penso eu que um imortal não seria onisciente (pelo menos não no começo, isso me aparenta ser bem entediante), e com isso ele viria a buscar conhecimento depois de algum tempo vivendo e participando de acontecimentos

Mas, pra mim, isso não dá, eu não conseguiria viver eternamente com o fardo de ter de ver a vida dos outros passar pelo meus olhos e eu não poder seguir o curso dela

Eu até me lembro de Code Geass, em que a CC era imortal e odiava isso, pois depois de um bom tempo você fica com um sentimento horrível de vazio (como o nosso amigo sramamelhorclasse (eu ri desse nome, não que Sram não seja forte, mas pq poderia causar treta com alguém HSIAUHSAUHSAUSA)) em que você não sente nada e fica na neutralidade e ela só queria morrer, só que, caso ela morresse, quem a matou (não lembro como dava pra fazer isso) iria adquirir a imortalidade dada a ela, e acho que ela dizia que isso era o fardo que a pessoa teria de levar
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sramamelhorclasse|2016-05-22 18:47:10
Por experiência própria, eu posso dizer o que vem depois de se ter tudo o que quer na vida real (ou pelo menos dizer o que aconteceu comigo).

Não que eu tenha conseguido todas as coisas que alguém normal gostaria, na verdade eu sempre tive pouquíssimo interesse em tudo, raramente eu queria realmente algo.
Então, quando você já tem tudo o que quer, te resta aproveitar essas coisas e quando enjoar delas... chega o vazio, não sente alegria, não sente tristeza, raiva ou calma, só o vazio, e ele não é bom nem ruim, não te faz sofrer nem se alegrar.

Hoje eu não vivo mais assim, comecei a me interessar pelas coisas e a vida tem ficado mais interessante
O lance ai são diferenças filosóficas me interesso muito por alguns conceitos filosóficos orientais e a noção budista clama que justamente esse vazio e alcançar a iluminação.

No budismo fala-se sobre não desejar, não esperar, pensar sem pensar, agir sem agir, alcançar o "enlightenment" é superar o paraíso e o inferno é superar o bem ou o mal pois tudo isso são "attachments" ou seja anexos, são aquilo que te prende no mundo mortal de onde você fica na roda do eterno retorno, superar isso é se tornar um com o universo.

No Budismo eles acreditam em reencarnação, só que dependendo do karma a pessoa reencarna em um inseto por exemplo e isso é um ciclo eterno de retorno ao sofrimento mortal e só pode ser superado alcançando a No-mind, o estado de ausência do ser pois a essência do humano é o vazio tudo o que alegamos ser é imbuído em nós na vida mundana e não faz parte da nossa essência.

Sou cético mas adoro esses conceitos orientais, sem mimimi de pecado sem falsa moral.

SimonPetrikov|2016-05-22 19:59:04
Penso eu que um imortal não seria onisciente (pelo menos não no começo, isso me aparenta ser bem entediante), e com isso ele viria a buscar conhecimento depois de algum tempo vivendo e participando de acontecimentos

Acho a ideia de onisciência absurda, perde-se até o sentido de deus com isso.

Imagine um ser que tudo sabe, por qual motivo ele criaria a humanidade se ele já sabia exatamente no que iria dar se ele já tinha ciência de cada indivíduo que iria existir, acho ridículo, faria mais sentido um deus que é eterno no presente e que pode memorizar tudo o que se passou no presente mas cujo o futuro não existisse, dessa forma a criação seria uma experimentação válida.

Até porque o próprio Einstein diz que é errado essa ideia de passado e futuro, só existe o presente no tempo-espaço.
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