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Temporis IV: Djaïllat Koubiac, o Cradawa

Por [Ankama]DOFUS - COMMUNITY MANAGER - 27 Março 2020 - 17:00:00
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Os caminhos do Krosmoz são impenetráveis. Quem poderia se vangloriar de conhecer suas fronteiras? Quem conseguiria nem que fosse traçar seus contornos? Épocas, planetas, planos, dimensões... Somente um punhado de seres superiores – deuses, demônios, dragões – podem jogar uma fraca luz sobre a questão. Esqueça tudo o que você sabe. Temporis não respeita nenhuma regra…

– Abaixe a cabeça…

(BUM!)

– Aiêêê!

– Eu avisei, peludão...

Uma imponente silhueta, acompanhada por dois milicianos, encolhe-se para passar pelo batente da porta. Suas grandes patas peludas com manchas brancas e pretas estão atadas por grossos braceletes de metal. A figura entra na sala escura. Cada um de seus passos é pesado e impressionante. Os soldados fazem o aventureiro grandalhão se sentar em uma cadeira, que imediatamente racha sob seu peso – os dois representantes da lei então trocam um olhar meio apreensivo –, mas não se quebra. Os milicianos em seguida saem da sala de interrogatório. Trata-se realmente disso: quatro paredes entre as quais interrogam-se vítimas, testemunhas ou… culpados.

O aventureiro está sentado à frente de uma mesa, debaixo de uma luz ofuscante. Ele está com a cabeça dentro de um saco de juta. Apesar disso, sua atitude denota uma certa descontração. Seus movimentos à direita e à esquerda fazem-no parecer uma Piuleta que encontrou uma bigorna. Com um gesto súbito, uma agente Osamodas retira o saco, revelando o rosto sorridente de um Pandawa com a língua de fora:

– Está na hora de comer? – pergunta ele alegremente.

– Ainda não, senhor… Koubiac.

Não é a Osamodas que responde: mantendo a boca fechada, ela se contenta em observá-lo. É a outra agente que se encontra na sala: uma Feca com grandes óculos de armação quadrada. Ambas estão vestidas de maneira idêntica: camisa branca, mangas arregaçadas e calça preta. É a primeira vez que Djaïllat Koubiac vê aventureiras vestidas dessa forma. Elas parecem mais aventureiros.

A Osamodas está em pé. A Feca está sentada diante do sujeito. Ela pega uma aljava que estava sob a mesa e a coloca bem embaixo do nariz dele.

– Este item lhe pertence, sr. Koubiac?

O Pandawa, com a língua de fora feito um Peki, olha para a Feca, depois para a Osamodas, sem a menor malícia.

– Sim! Vocês também estão com meu arco?

As duas agentes trocam um olhar.

– Você poderia explicar por que estava usando esse material, sr. Koubiac? Você é um Pandawa.

– Em geral vocês andam por aí com um caneco e sandálias de madeira! – comenta finalmente a Osamodas.

Djaïllat continua observando-as com uma expressão de candura. Uma incompreensão total parece pairar na sala. O silêncio reina durante um breve instante.

– Você é um Pergamante, sr. Koubiac?

Essa pergunta cai como uma bomba no meio da sala. Mas não provoca nenhum efeito no Pandawa:

– Um Perga-quê? – questiona alegremente Djaïllat.

A Osamodas parte para cima do suspeito e o sacode com violência.

– Escute aqui, Pandaloser! Eu não vou com a sua cara! Esse jeito de bestalhão tapado não me engana! Tenho certeza de que você está tramando alguma coisa… Então dê com a língua nos dentes agora mesmo, entendeu?

– Ah, entendi! Já está na hora de comer?!
– Sr. Koubiac – pontua a Feca de óculos. Conte-nos a sua história.
– Ahn... Toda a minha história?
– Não... Não estamos interessadas na sua trajetória de vida. Que ideia! Queremos saber a história entre você, este arco e esta aljava!
– Beleza... Mas depois a gente vai tirar a barriga da miséria, né?
– Vai, sim, sr. Koubiac…

*****

 

– Vocês certamente estão se perguntando como um discípulo Pandawa, que tem a reputação de frequentemente enxergar as coisas em dobro, pode ter uma mira boa o suficiente para atirar com arco e flecha... Pois bem, a resposta na verdade é simples.

Como vocês sabem, nós, Pandawas, somos bons vivants e gurus espirituais…

– Bêbados, você quer dizer... – murmura a Osamodas.
– Certas bebidas fermentadas – prossegue Djaïllat – nos ajudam a ter acesso a determinadas verdades.
– Interessante… Vocês precisam beber para se darem conta de que são cachaceiros…
– Srta. Isis! – exclama a Feca, chamando a atenção de sua colega.
– Então, como eu estava dizendo... O abuso de bebidas fermentadas, tais como o Leite de Bambu, é perigoso para a saúde. Por isso, acabei ficando com uma forte dor de de cabeça após...
– Encher a cara e ficar de ressaca… – completa Isis, a Osamodas.
– Seja como formeu tio, Rufus de la Pampa, tinha um remédio infalível, uma receita de família extremamente eficiente, que ele passou para mim no dia seguinte ao meu aniversário de dezoito anos: o Ai-lho Caramba. Uma mistura à base de alho e cebola fermentados com limão cristalizado.
– Vocês já conseguiram alguma vez deixar de fermentar algum alimento antes de ingeri-lo? – pergunta a Feca com uma sincera curiosidade, por trás de seus grandes óculos quadrados.
– Ahn... Chefe…
– Desculpe, continue!
– Só que são necessários anos de prática para dominar a arte de preparar esse remédio mágico. Assim, um dia, eu errei a dosagem. Acabei confundindo alhos com bugalhos... Ficou meio indigesto... Enfim! Acontece que a minha dor de cabeça não sumiu totalmente, mas passou a diminuir toda vez que eu fitava um ponto à minha frente. Nesses momentos, eu tinha a impressão de que a minha visão se ajustava melhor do que nunca. Ela se tornava tão aguçada que eu conseguia enxergar um excremento de Momosca a 100 kametros de distância!
– Bastante conveniente... – comenta Isis mais uma vez.
– Foi assim que eu comecei a me concentrar em um monte de coisa. A fitá-las durante um tempo. A... visá-las. Então decidi fabricar para uso próprio um arco com um caule de bambu…
– Este aqui? – pergunta imediatamente a chefe Feca, pegando uma arma rústica que estava escondida debaixo da mesa e constatando que o suspeito confirma com a cabeça. – Continue…
– Descobri uma nova paixão por tiro com arco… e, aos poucos, fui ficando fascinado por tudo o que tem a ver com essa arte.
– Como por exemplo… estudar os preceitos dos discípulos Cras – conclui a agente chifruda.
– Isso, por exemplo. Mas não estou entendendo. Qual o problema disso?
– Você se considera como um Cradawa, sr. Koubiac? – questiona a agente Feca.
– Você pretende organizar um novo culto? – complementa a agente Osamodas.
– Ora essa, deixem disso... Não... Eu simplesmente faço o que gosto de fazer, sem intenção maliciosa nem estratégia. Por acaso é crime ser Pandawa E arqueiro ao mesmo tempo?
– Digamos que não é normal, sr. Koubiac… – afirma solenemente a agente Feca. Ela olha de soslaio para a porta. – Vamos retomar essa conversa mais tarde. Acabei de receber o sinal de que o seu guisado de Piuleta está pronto.
– Comer? Agora? Ooooh! Pela deusa manchada! Estou com uma fome de Awaw!

Os dois soldados que o haviam acompanhado antes voltam e o levam para a saída. Antes de sair da sala, Djaïllat apura os ouvidos:

– O que você acha? Não confio muito nesse sujeito – começa a Osamodas.

– Pois eu acho que ele está dizendo a verdade – afirma a chefe Feca.

Koubiac dá um sorriso e lambe os beiços.

Continua…

Reações 4
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Quanta besteira

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Pontuação : 76

arruma o jogo pra conseguirmos ao menos entrar e jogar, depois pensem em coisas assim.

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Pontuação : 1

existe a opção de eu jogar com mais de uma acc ainda ou isso foi impossibilitado ?

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Os comentários desses acéfalos acima (Menos você Thiago, você é ok) são justamente porque que a Ankama não escuta a playerbase BR

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